sábado, 30 de julho de 2016

30 de Julho, aniversário de Guilherme, 40 anos




Hoje é o seu dia Guilherme Maynard, o nosso primogênito! Lembro-me muito bem que aquele mês de julho, de 1976, foi inquieto e agitado, por conta de dois acontecimentos marcantes e definitivos na minha vida: conclui a graduação em Pedagogia pela UFS e o seu nascimento. O meu obstetra deixou-me na expectativa do dia 15 para que você chegasse e isso inviabilizaria a minha participação na solenidade de formatura, salvo engano, a primeira unificada da UFS, me desanimando nesse sentido e, por isso mesmo sequer providenciei a confecção da beca. Guardei o tecido, sim, isso mesmo, o tecido. Não havia como alugar uma beca que coubesse a mim e a ele, e que nos deixasse elegantes como o momento pedia. Guardado foi também o sapato, naturalmente preto, com um salto pequeno (não podia àquela altura, ter equilíbrio com saltos altos) e passei a me preocupar somente com o seu nascimento, e que nome lhe daríamos, porque nos idos de 1976, ainda não tínhamos como saber o sexo do bebê. Tudo isso fazia com que aumentasse a nossa expectativa e o enxoval havia sido trabalho em tons laranja suave e branco, neutralizando assim qualquer preferência por menino ou menina. Rogávamos a Deus que nos abençoasse com a graça de que fosse saudável, como foi. Eu nada sentia que indicasse que a hora se aproximava, a não ser os incômodos próprios de uma gestante aos nove meses de gravidez. Logo cedo, no dia 15, conforme recomendado pelo Dr. Ciro, o obstetra, arrumamos a maleta e fomos à Clínica Santa Lúcia, onde hoje é o Hospital do Coração. Ao ser examinada, não se confirmou a previsão inicial, e ficou agendada uma nova data para retornarmos. Diante do novo quadro e sentindo-me disposta, decidi participar da festa de formatura, no dia seguinte, 16 de julho. As providências foram corridas no sentido de confeccionar a beca, e achar um calçado que deixasse os meus pés inchados, confortáveis, abandonando terminantemente, a ideia de usar o sapato alinhado comprado para tal fim. A faixa azul que indicava o curso perdia-se entre o busto e a barriga. Deu tudo certo e a minha disposição surpreendia a todos. Somente no dia 30, uma sexta feira, quinze dias depois do previsto, você veio ao mundo, em meio à comemoração de toda a família. As noites de "plantão" eram puxadas, você trocava o dia pela noite, mas enriqueceu a nossa vida, trazendo alegria e felicidade. Parabéns a você, meu filho, muita saúde, para que usufrua e tenha mais e mais alegrias, partilhadas com sua família. Um grande beijo!

Lygia Prudente.
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