“Se você quer saber como foi seu passado, olhe para quem você é hoje. Se quer saber como vai ser seu futuro, olhe para o que está fazendo hoje” (Provérbio chinês).

terça-feira, 7 de julho de 2009

O Circo da Copa

O Brasil irá sediar no ano de 2014, a Copa do Mundo. Será um mega evento, onde deverão ser gastos bilhões em edificações de vilas, construções e reformas de vários estádios, além de muitos outros gastos com a organização em geral. Tudo isso, em um país onde falta: saúde, educação, habitação, saneamento básico, transporte e segurança. Os serviços de saúde pública é uma imoralidade, faltam médicos, remédios e leitos nos hospitais. Na educação, grande parte das escolas estão sucateadas, faltando professores, carteiras e até giz. Saneamento é obra que não interessa aos governos, pois não aparece. Transporte é o caos, com ônibus velhos caindo aos pedaços. Segurança nem é preciso falar. Idosos e aposentados coitados, vivem de teimosos, pois o que recebem de benefícios não dá nem para comprar seus remédios. Este é o quadro triste e perverso de condições de vida de nosso pobre povo, neste país que irá sediar um evento do porte de uma Copa do Mundo. Mas os gestores públicos teimam em priorizar circos de enganações. Enquanto isso Brasília vive seu dia a dia de peraltices políticas, com nossos representantes a confundirem dinheiro público com privado. Um povo que briga por futebol, não poderá jamais se eximir de brigar por seus direitos. Exigindo dos seus governantes, mais atenção e respeito para com suas necessidades prementes, cobrando ação e moralidade de seus representantes, para que melhorem suas condições de vida, da sua família, dos seus concidadãos e compatriotas. Acorda povo!
Armando Maynard

sábado, 4 de julho de 2009

A Vida Corrida, o Tempo Voa!

Estamos a viver uma época em que tudo é muito rápido. Chegamos a achar que os dias, as semanas e os anos passam voando. No tempo de nossos pais, os mesmos tinham tempo de sobra, pois moravam em cidades pequenas, muitas vezes no interior do estado, quando podiam ir e vir a pé de casa para o trabalho e à noite, tinham o hábito e a disposição, de irem caminhando, visitar parentes e amigos em suas residências. Chegando lá, colocavam as cadeiras na calçada e aproveitavam a brisa da noite, para esfriar o corpo, antes de dormir, ficando a prosar até altas horas, enquanto os filhos ficavam a brincar com os amigos, a correr por toda a rua. Hoje, nas grandes cidades, ruas são lugares perigosos e tudo é muito distante, se depende de transporte para qualquer locomoção. O carro tem a mesma importância que o sapato de antigamente. Com a inclusão de novos hábitos, criados pelo mercado cultural, gerando uma quantidade enorme de opções de lazer, as noite são curtas para tanta televisão, internet, DVD e videogames. E nos dias de folga, aí é que não se tem tempo mesmo, com as facilidades de locomoção, viabilizadas pelos automóveis, os quais proporcionam passeios a praia, parques e Shoppings Centers. Com tudo isso, o tempo passa rápido e quando nos damos conta, estamos velhos, com filhos crescidos, já casados e a casa cheia de netos, para que tomemos conta. As ocupações e a pressa do dia-a-dia, faz com que deixemos de ver e ouvir muitas coisas ao nosso redor, ignorando as belezas da natureza, pois muitas vezes deixamos de olhar um bonito céu azul de verão, onde quase não se ver uma nuvem sequer e a ouvir os pássaros a cantarem, nas árvores do quintal. Na rua, o trânsito intenso polui o ambiente, fazendo aumentar ainda mais o estresse. Já o monóxido de carbono, concorre para aumentar o buraco na camada de ozônio. Em certos horários, algumas ruas ficam tão abarrotadas de carros, que o trânsito não flui, criando outro problema, os assaltos. Sim, hoje se tem que correr nas ruas, para fugir dos assaltantes. Nas calçadas, as pessoas quase não se cumprimentam umas as outras, tamanho é a correria e parar para bater um papo é uma perda de tempo, pois tempo é dinheiro. Vivemos correndo, para morrermos devagar, divagando...
Armando Maynard

quarta-feira, 1 de julho de 2009

PT, o partido que ERA diferente...



PT, o partido que ERA diferente...
Por Armando Maynard.

Que qualidade a de nossos políticos, que péssimos exemplos para as novas gerações, quando muitos estão agora na idade de começarem a aprender como se faz política. Nunca fiz parte de partido algum e sempre me sentia culpado, quando das conversas com amigos, ao criticar governos e políticos, de nunca poder declarar ser partidário ou pertencer a alguma associação, nem que fosse de bairro, ou que pelo menos tivesse simpatia por algum partido, pois além de descrente, achava todos iguais. Criticava a mim mesmo por isso, pois sempre quis ter um partido, como tinha meus times de futebol. Aí surge um partido novo, aguerrido, às vezes radical, mas se olhássemos bem, radical mesmo era o partido da situação, com os absurdos que praticavam. Foi aí que comecei a prestar mais atenção ao “Partido dos Trabalhadores” e principalmente ao seu líder maior, o metalúrgico e presidente de sindicato, o Lula. Este sabia o que era ser pobre, sendo uma pessoa honesta e verdadeira, que mostrava firmeza nas atitudes e de muita coragem como ficou demonstrado no período da ditadura. Passado muito tempo, assumi publicamente que tinha simpatia por um partido político, colocando no meu saudoso fusquinha, uma estrelinha do PT no vidro traseiro e uma bandeirinha em cima de minha mesa no meu escritório, em minha casa. Parece bobagem, mas amigos e colegas comentavam, “Ih! ele agora é petista”, tamanho era o preconceito, que as pessoas tinham a um partido de esquerda naquela época, pois até para se conseguir um emprego, a pequena estrelinha no vidro do fusquinha poderia atrapalhar. Cidade pequena, democracia idem. O tempo passou e vieram às eleições do Lula para presidente. Toda eleição era aquela torcida e sofrimento, sendo a primeira disputada com o Collor, a de maior impacto. Tinha amigos que trabalhavam em empresas e contavam que o patrão chegava a intimidar seus empregados, com as mudanças que poderiam advir, se o lula fosse vitorioso. Depois vieram todas as outras tentativas do Lula, até que o mesmo foi eleito. Foi uma emoção muito grande e a posse mais ainda, gerando grandes expectativas e esperanças pelas mudanças que estavam por vir, mesmo sabendo das dificuldades que seriam enfrentadas, para serem feitas as reformas, pois governar o povo brasileiro seria fácil, difícil seria governar o Brasil, por tratar-se de um país de muitos donos, alguns empresários e muitos empresários políticos. Mas o PT era diferente, apesar dos compromissos em decorrência de alguns acordos espúrios e inimagináveis, feitos meses antes das eleições, iria conseguir. Até que algumas foram conseguidas e outras por não terem sido mexidas, como no caso da política econômica. Mas toda a promessa de um governo diferente dos demais caiu por terra, quando veio à tona o famigerado mensalão. Que decepção, que vergonha, que tristeza, o partido que se dizia o paladino da moral e da ética, acabava de se igualar a todos os outros e fazia até pior. Eu pensava comigo, mas isso foi coisa de alguns componentes do partido e o Lula dará um murro na mesa e logo colocará a casa em ordem. O Brasil viveu momentos de grande turbulência política e o Lula infelizmente, além de não dar o murro na mesa, falou bobagem, disse que a oposição não tinha autoridade moral de julgar o PT nem seu governo, pois tinham feito pior e que todos os partidos já fizeram e fazem a mesma coisa. SIM! MAS O PT NÃO ERA DIFERENTE? Foi uma grande decepção. Hoje minha bandeirinha do PT, em minha mesa, no meu escritório, tem uma tarja preta, que coloquei logo que soube do mensalão. Já a estrelinha do PT no fusca, não mais existe, pois vendi o mesmo. Agora estou a pensar que outro partido seja merecedor de minha simpatia, qual o outro líder que possa acreditar e que sirva de exemplo ao meu neto, para que o mesmo comece a conhecer como se faz política com “P” maiúsculo, mas está difícil. O Brasil, coitado, continua tendo políticos que no lugar de possuírem ideologias, possuem é castelos. E meu neto assistindo a tudo isso, terminará confundindo sua cabecinha, fazendo-o pensar que político e Sherek são a mesma coisa.

A Mentira

“Você pode enganar uma pessoa por muito tempo; algumas por algum tempo; mas não consegue enganar todas por todo o tempo”. (Abraham Lincoln)

Com mentira, fica difícil se manter um relacionamento sadio. Infelizmente, vivemos em um mundo de enganação, onde o ser humano mente em seu relacionamento diário, sem nenhuma culpa ou constrangimento. Muitas vezes tratada como esperteza, a mentira é um vício de adultos e crianças. Estas passam por uma fase em suas vidas, onde essa prática é até tolerada, pois faz parte do seu desenvolvimento. Só que muitas já crescidas, continuam mentindo, motivadas muitas vezes pelos péssimos exemplos dos adultos. Nas pequenas e grandes ações, o homem é um mentiroso contumaz. Mente tanto em uma simples conversa de bar com os amigos, como em uma importante negociação de trabalho. Há algumas situações em que a mentira é uma prática corriqueira, como na compra e venda, quando quem quer comprar desvaloriza e quem quer vender apresenta vantagens que não existem. Em algumas profissões a mentira é aceita como algo normal. Um exemplo são os advogados em suas defesas. Uma das ocupações onde a mentira é generalizada é na política. A maioria dos políticos mente desbragadamente. O ser humano para ser íntegro, jamais deverá mentir. Ser mentiroso é ser desonesto. Há pessoas que se acham bastante inteligentes, usando a mentira para contar vantagens e tirar proveito de situações, certas de que enganarão seu interlocutor, não percebendo que a pessoa que pretendia enganar, descobriu desde o início da conversa, que estava sendo enganada, mas que por educação, não quis demonstrar, evitando constrangimento. É o típico do mentiroso idiota. O mentiroso é um manipulador, crente da sua capacidade de enganar e que jamais será descoberto, pensa ser possuidor de mais neurônios que os seus semelhantes. Mas mentira tem pernas curtas e mais cedo ou mais tarde a verdade prevalecerá.

Armando Maynard